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Carlos asp

Per si

Mostro-me ao que me busca.

Como a superfície do poço oculta e revela algo a ser descoberto em seu interior, assim cada encontro com uma de minhas peças pode precipitar o olhar através de inúmeras situações aventuras em que apossar-se de si mesmo ou recolher fragmentos desta viagem  e cravá-los/gravá-los/grafá-los, passa a ser apenas uma das possibilidades.

Desde o início de 2005 venho investigando os planos, série de trabalhos no verso de embalagens de drogas que eu e minha família consumíamos e que depois foi se ampliando em outros universos que amigos e conhecidos passaram a me fornecer, que são como corpos abertos. Peles de bicho secando ao sol.

Coisas fora de mim. A partir de uma série que chamei de corpos celestes, corpos circulares grafitados, densos como esculturas em sua menor espessura, multiplicam-se também e são agora, campos saturados de uma informação similar que se propaga em seus semelhantes.

Juntam-se agora em superfícies maiores como

Desenho que queria ser pintura.

O diálogo que se estabelece entre campos, faz-me pensar num atributo dos campos relacionais da física quântica, onde a proximidade entre dois ou mais campos, causa a migração de informação entre eles, o que só amplia suas possibilidades.

 Carlos asp

Reflexões sobre o fazer desenho.

 em porto alegre, abril de 2006  

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